A criação do mundo. Parece tão simples quando lemos o livro sagrado do cristianismo. Gênesis, o princípio de tudo, a definição do poder de Deus. E não apenas isso: o poderio de toda a igreja baseia-se principalmente
na fiel convicção de que toda a natureza e a humanidade é fruto de uma única força. Sem blasfêmias, a ciência claramente discorda disso. Em cosmologia, a teoria do Big Bang impera e tenta se impor à versão religiosa do surgimento do Universo. Edwin Hubble (1889-1953), foi o primeiro a observar que as até então chamadas nebulosas no espaço, eram na verdade, galáxias, e que estas se afastam uma das outras na mesma velocidade da distância que as separa. Essa proporcionalidade no afastamento deu origem à Lei de Hubble, que explica a expansão do Universo. Assim, a comunidade científica passa a acreditar que o mundo foi criado a partir de um átomo inicial em estado quente e denso, numa grande explosão. O certo é que, por mais que convençam um bom número de habitantes da Terra, não há cientista que chegue perto da fé de um religioso. Isso porque o primeiro livro da Bíblia é mais do que uma teoria sobre a criação de todas as coisas. É uma mensagem de filosofia de vida, pois consegue integrar tão bem os instintos humanos que não podemos estranhar aqueles que encontram profecias nas linhas sagradas. Ali temos um retrato sócio-histórico dos homens, uma inegável descrição de comportamentos que, atualmente, estão evoluídos.
Vindo do hebraico Bereshit (no princípio), o Gênesis é encarado como o norte de todos os costumes cristãos. Por ali se desenha o caminho que os fiéis devem seguir. A repressão sexual é um exemplo, tendo em vista que o Criador condena a poligamia: “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram (6:2) Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. (6:6)”. E com tudo o que temos hoje, o que será que Deus diria do nosso carnaval?
