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De onde viemos?

July 7, 2007

A criação do mundo. Parece tão simples quando lemos o livro sagrado do cristianismo. Gênesis, o princípio de tudo, a definição do poder de Deus.  E não apenas isso: o poderio de toda a igreja baseia-se principalmente na fiel convicção de que toda a natureza e a humanidade é fruto de uma única força. Sem blasfêmias, a ciência claramente discorda disso. Em cosmologia, a teoria do Big Bang impera e tenta se impor à versão religiosa do surgimento do Universo. Edwin Hubble (1889-1953), foi o primeiro a observar que as até então chamadas nebulosas no espaço, eram na verdade, galáxias, e que estas se afastam uma das outras na mesma velocidade da distância que as separa. Essa proporcionalidade no afastamento deu origem à Lei de Hubble, que explica a expansão do Universo. Assim, a comunidade científica passa a acreditar que o mundo foi criado a partir de um átomo inicial em estado quente e denso, numa grande explosão. O certo é que, por mais que convençam um bom número de habitantes da Terra, não há cientista que chegue perto da fé de um religioso. Isso porque o primeiro livro da Bíblia é mais do que uma teoria sobre a criação de todas as coisas. É uma mensagem de filosofia de vida, pois consegue integrar tão bem os instintos humanos que não podemos estranhar aqueles que encontram profecias nas linhas sagradas. Ali temos um retrato sócio-histórico dos homens, uma inegável descrição de comportamentos  que, atualmente, estão evoluídos.

Vindo do hebraico Bereshit (no princípio), o Gênesis é encarado como o norte de todos os costumes cristãos. Por ali se desenha o caminho que os fiéis devem seguir. A repressão sexual é um exemplo, tendo em vista que o Criador condena a poligamia: “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram (6:2) Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. (6:6)”. E com tudo o que temos hoje, o que será que Deus diria do nosso carnaval? 

 

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Cafeína estudantil

June 2, 2007

Pois a indústria cafeeira, que dominou o poder político de São Paulo e Minas Gerais no fim do séc. XVIII até 1930 (quando houve a crise), é mais do que um mero produto direcionado à massa. Com sua utilização iniciada há mais de mil anos na Etiópia, o café tornou-se um hábito comum ao longo dos tempos.  Historicamente, a origem está nas cabras que comiam o fruto do café numa tal região Kaffa, que teria originado o nome. Dizem que elas ficavam ”loconas” assim, mas ativas (cabras dão leite né? deve ter sido aí que surgiu a primeira mistura :D ). Isso estimulou que o dono do rebanho também provasse daquele fruto que suas cabras loucas experimentavam. Vendo que o efeito fora essencialmente benéfico para suas energias e pensamentos, o pastor Kaldi começou a utilizar a planta sempre que lhe faltasse motivação. Depois a planta virou vinho, foi misturada à gordura animal e, por fim, chegou ao que é hoje.

Dentro do ambiente acadêmico, são vastas as filas para o cafézinho. Seja nas máquinas espalhadas pelo campus, ou mesmo nas coffee shops, restaurantes e lanchonetes, o hábito é o mesmo: vende-se muito café. Pela manhã – não sei de você, pelo menos pra mim - é o estopim de um novo dia. À noite é a certeza de que vou conseguir terminar de ver um filme ou virar a próxima página. Até mesmo uma linguagem de computador foi intitulada com o nome de um tipo de café (JAVA), pois para elaborá-la só mesmo muitas xícaras cheias e noites em claro para concluí-la com exatidão.

Nesses tempos de frio intenso no sul do país (e como faz frio), a bebida mais consumida no mundo é mais consumida ainda por aqui. Talvez se houvesse alguma pesquisa localizada, a bebida quente sorvida no pré-aula (ou mesmo durante, no intervalinho e depois), teríamos uma alta estatística de dissiminação do produto na Unisinos. Os tipos são muitos, variabilíssimos. Servidos em copos de plástico ou de isopor, até mesmo os professores possuem suas máquinas exclusivas (e de preço reduzido) em suas respectivas salas.

Temos muito café por aqui! E se pudéssemos somar em litros o que é bebido por dia na universidade? Ou o que é faturado? Não é exagero dizer que os números monstruosos, ainda mais se colocados em analogias físicas (como um rio, ou uma pilha de notas e moedas). colocar preços

Aí é que chegamos numa questão nada efêmera: vício ou simples hábito controlável? A cafeína é sem dúvida uma substância que causa dependência, mas não está presente apenas no café. Alguns refrigerantes também se beneficiam da química energética. Se pesquisas comprovam que o consumo regular de café é benéfico no controle de qualquer tipo de depressão, essa sensação de potência e bem-estar, fruto da endorfina, não estaria relacionada diretamente à cafeína? No entanto, beber refrigerantes não implica em algum resultado contra qualquer depressividade…

Talvez haja no café algo de místico carregado através dos tempos. Uma tradição que estabeleceu inúmeras formas de apreciação, tipos diferentes e únicos de preparar e apresentar o líquido de escuro charme. Até mesmo sua temperatura é relevante para se obter o paladar ideal. Há quem o prefira gelado, como acreditam empresas pelo mundo afora, colocando o café na mesma prateleira da cerveja.

Rentável e bem aceito pela cultura geral das sociedades, o ato de beber café é uma marca fantástica na história da humanidade. O fato de ser um vício ou um hábito comum, leva-nos à indolência mental de não se refletir o que esse ou aquele produto que diariamente consumimos pode nos acarretar ao longo do tempo. Por enquanto, os danos identificados são direcionados à área neurológica, onde sintomas como insônia, dores de cabeça, tremores e até crises de pânico já foram apontados como problemas originados pelo consumo excessivo de cafeína. No entanto, existem pesquisas que indicam o uso da substância na prevenção de diabetes, doenças no fígado e enfermidades cardiovasculares.

A indicação dos cientistas é que para um adulto sejam consumidas no máximo 4 xícaras de café/dia ( a metade para as crianças, com o acréscimo de leite).

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Andar muito, sem sair do lugar.

March 17, 2007

posterDesde que a internet emergiu como a sensação das relações interpessoais e uma das principais fontes culturalizadoras e informativas, o homem segue um caminho de múltiplas faces. Os termos se somam à nossa língua em uma velocidade vertiginosa, e muitas vezes nem nos damos conta de que esse novo glossário, nada mais é que nossa realidade.

Capa do livro de Lévy

A denominação cibercultura já é tema de livros e teses, dentres as quais um livro com a palavra em si como título, ganha destaque. O filósofo francês, Pierre Levy, afirma que  “as redes de computadores carregam uma grande quantidade de tecnologias intelectuais que aumentam e modificam a maioria das nossas capacidades cognitivas”. A última, para quem não sabe, é relativa ao conhecimento. E isso é o que está mudando nosso cotidiano, e até mesmo nossas noções de formação da sociedade. Ou seja, estamos sendo alterados pelas novas tecnologias!

Estamos cada vez mais envoltos na digitalização de nossa cultura, importando mais e mais conceitos vindos de chips e redes mundiais cibernéticas. O filme “Violação de Privacidade” é um exemplo de como em uma realidade futura, poderemos ir além de nossa memória com nossos utilitários digitais.Um chip de computador instalado no sistema nervoso central de pessoas nascidas em famílias ricas norte-americanas possibilita a gravação em imagem e som de toda a vida do indivíduo.

Dada a morte, o proprietário do chip tem sua vida vista pelos familiares e amigos em uma sessão chamada “rememória”, uma espécie de vídeo em que o cunho principal é a existência honesta e serena vivida pelo protagonista. As passagens ruins e atrocidades feitas por cada um de nós é apagada, cortada, por um editor que seleciona as cenas para os videoclipes que lhe são encomendados. Robin Williams interpreta um personagem que, através da ciberculturalização, visita as lembranças de todos os clientes como um redentor de pecados, assimilando as mais diversas experiências sem andar um passo sequer.

As formas de comunicarmos com o mundo e interpretar (além de atuar) empiricamente, com nosso apelo virtual ao conhecimento, nos aproxima da própria verdade de um filme de ficção científica. Estamos em pleno movimento, em constante disparada, sem qualquer gota de suor, à mercê de nossa própria imaginação.

Hoje, há uma geração que busca festas impregnadas da cultura resultante do ciberespaço. “Infected Mushroom” é o nome que a dupla de Djs israelita, Erez Eisen e Amit Duvedevani, escolheu para invadir o mundo todo com o trance psicodélico. O som deles é tirado de seis tipos de teclados eletrônicos, cinco aparelhos de efeitos sonoros digitais, dois mixers, dois samplers (que reproduzem sons pré-gravados) e mais uma dezena de programas de computador. Essa mistura acabou em uma inusitada criatividade aplaudida por jovens enlouquecidos nas pistas de dança. 

Enquanto muitos ainda descredibilizam o conteúdo da internet, duvidando da qualidade da informação e até mesmo da veracidade de suas ações globais, cresce de outro lado uma forma única de ver o planeta: de apenas um lugar, à frente do monitor, para entender e se expressar em todos os cantos virtualmente possíveis.

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Estamos de volta!

March 2, 2007

CansadãoDepois de um semestre parado, inútil intelectualmente, volto a estudar. É uma experiência que requer fôlego. Sinto-me espatifado após a primeira semana inteira de aula. Mas isso não é nada, perto de um guerreiro que há 6 anos tenta conseguir um diploma e zarpar da universidade. Não que fosse um suplício vir às aulas, nem mesmo um desprazer as leituras em casa. Queria apenas ter sido um pouco mais rápido. Note que a culpa é minha! Tampouco importam minhas expectativas. Pois tudo o que esperei mudou com as próprias limitações que me impus. Haja instrospecção para expressar que, na verdade, quero me surpreender nesse semestre. Meus únicos planos são como e quando vou estudar e aplicar minhas resoluções de velho-novo estudante.

É difícil esquecer as coisas boas que acontecem enquanto estou na Universidade. Talvez por isso tenha voltado. Mais por causa dos livros, de uma carreira. Um sucesso que sei, posso realizar. Assim como todos que já ví honrarem suas graduações e seus aprendizados com uma prática profissional competente. E é isso o que vejo em 2007: exemplos, ídolos, mestres, livros, e noites bem dormidas.

                                                           Um grande abraço,

                                                                       Hallan Klein

                                                                    The blogmaster

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Hello world!

February 23, 2007

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